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agosto 15, 2011

Décimo primeiro tema: Os jovens de hoje são conformistas

Você concorda, é a favor dessa tese de que os jovens de hoje são conformistas? Estão apenas preocupados com a sobre-vivencia? Perderam o idealismo, próprio da idade, nas gerações passadas? Ou é contra essa tese, e concorda que os jovens continuam  idealistas e sonhadores?

18 comentários:

Diz disse...

Felizmente há exceções, mas acredito que a maioria- eu convivo com muitos jovens-
quer se dar bem e não pensa em termos sociais e tal- como a nossa geração.
Também penso como disse o Calligaris-
http://orientacaopsi.blogspot.com/2011/08/vampiros-comportados-por-contardo.html
-que nós nos perdemos. Tínhamos desejo de mudar o mundo-
e mudamos em termos comportamentais- mas não em termos sociais. Meu ídolo era Guevara.
O que restou do idealismo? Muitos criticamos o capitalismo e acabamos conformistas
tendo que sobreviver, lamentando não ter feito um concurso público- como ouvi de uma prima estes dias.
Peguei o bonde errado? Não me arrependo- a vida não é fácil, mas gosto de ser ainda idealista-
um tanto solitária, mas ao menos os filhos eu salvei do conformismo- os dois não pensam pequeno.

Eduardo P.L disse...

Vampiros comportados


Contardo Calligaris*



Os adolescentes de hoje "desejam pequeno" ou será que eles perseguem um ideal de autocontrole?


Nos últimos anos, repetidamente, manifestei certa preocupação com o fato de que os adolescentes de hoje me parecem "desejar pequeno", ou seja, sonhar com projetos muito "razoáveis", se não desanimadores e quase resignados. A adolescência de minha geração, nos anos 1960, era o contrário: sonhávamos com uma grandiosidade ridícula, sem preocuparmo-nos com as condições efetivas de realização de nossos sonhos.
Deu no que deu: alguns efeitos bons, outros péssimos. Por exemplo, não conseguimos fazer "a" revolução, mas transformamos os costumes (para melhor, pelo menos até agora). Por outro lado, nossa paixão revolucionária defendeu e sustentou caricaturas sinistras de nossos ideais sociais -ou seja, nossas aspirações, por serem desmedidas, produziram alguns monstros.
Talvez isso não aconteça (ou aconteça menos) com os adolescentes de hoje; não seria necessariamente uma perda. Um pai, preocupado, como eu, com o "desejar pequeno" do filho, foi direto ao assunto e perguntou ao menino: "Mas quais são seus sonhos para a vida?". A resposta que ele recebeu o levou a me escrever: "É como se ele (o menino) desconfiasse de seus desejos, como se achasse que eles não são bem dele".

LEIA MAIS AQUI:

http://orientacaopsi.blogspot.com/2011/08/vampiros-comportados-por-contardo.html

expressodalinha disse...

Qd era jovem não me lembra de ter um ideal específico. Limitava-me a aderir a muitos dos ideais da época. Acima de tudo contestava o establishement, mas não queria uma ordem nova. Não tinha essa consciência. Só agora, passados anos,posso filosifar sobre o assunto e inteligir que, se calhar, era revolucionário.Não se passará o mesmo com as gerações actuais?

Eduardo P.L disse...

O que pretendemos discutir aqui, é o COMPORTAMENTO dos jovens, nos dias de hoje, diante das crises que herdaram, e da falta de definições do que representa o bem ou o mal no mundo de hoje. As "badernas" na Inglaterra não tem outras razões senão a falta de perspectivas desses jovens! Mas eles não lutam por um ideal. A baderna é apolítica. Um caso de polícia, e nada mais!

expressodalinha disse...

O caso inglês é de facto paradigmático. Uma enorme falta de perspectivas, numa sociedade super tensa. A questão da falta de oportunidades e de ideais também pode (e deve) ser vista pelo lado do poder e das gerações dominantes, os mais velhos. Estes não só não querem perder terreno, como são socialmente castrantes. Os jovens, mais que um ideal, só podem lutar. E lutar é, infelizmente, vandalizar. Um caso de polícia?! Talvez. Mas não seria o Maio de 68 um caso de polícia? A polícia é paga pelo establishement. Estes são os novos ideais: sobreviver!

Eduardo P.L disse...

Jorge,

Maio de 68 os jovens tinham um ideal. O movimento foi "político", e e a liberdade era a tônica! Hoje as badernas são vazias de ideologias, ideias políticas, ou proposições! Quebam-se vitrines para saquear por saquear. Consumismo e vandalismo de barbaros! É a falta de perpectiva que define o jovem de hoje? Ou ele esta conformado, e usa a baderna para extravasar energia?

Maria de Fátima disse...

ora aqui está um tema que me põe o sangue em gotinhas...
receio ao falar nisto,receio sempre,estar, por idade e condição social, alijada do real onde se movem os protagonistas
e, no entanto, arrisco a dizer que a geração dos trinta e a que lhe está abaixo, me soa conformista, sim senhora
e chata
e cheia de proformas
parecem, nisso, a gentes do tempo dos meus pais não fosse o sem graça com que encaram tudo: não gargalham, nem dizem palavrões mesmo que em privado...e no entanto chegam a ser malcriados, denotando mesmo desrespeito pelos mais velhos se não os satisfazem no que consideram um direito de que usam e abusam - casa, carro, o mais que houver... é deles...vão lá dizer-lhes que é de outro modo...
ideais?
isso é outra conversa, que ideais é coisa que a juventude constrói em terreno que medre e, deuses, no mundo actual o terreno das ideias filosóficas está, senão seco, carente de fertilizantes...
qualquer contestação não tem enquadramento e morre enquanto arma ideológica, ou revivifica medos e em bola de neve torna-se terrorismo, vandalismo, questão de polícia de tal modo que, não seja o modo, misturam-se, confrontam-se, não se antagonizam à priori, acontecimentos de Oslo e do Reino Unido : crimes com graus de hediondez e é tudo...e sendo assim é muito, muito grave
diria mais
fico esperando debate

Eduardo P.L disse...

Maria de Fátima,

este tema, por mais atual e interessante que possa me parecer, não chamou a atenção de nossos leitores. Eu pessoalmente comungo em genero, número e grau com suas ideias a respeito! E vou além, dificilmente aparecerá quem possa discordar com argumentos e fatos reais! Parabéns pelo comentario!

Luísa disse...

Conformistas...concordo sim!
Geração do copy-past, do facilitismo e do doce sabor de pouco fazer!
A criatividade mora ao lado! A iniciativa, não mora! A vontade de inovar, adormeceu! E o doce sabor de poderem brilhar por algo que lhes está associado fundiu.
No entanto, felizmente, há excepões! Foi um jovem que idealizou a mão biónica. Foi uma jovem que inventou a "segurança para idosos sózinos" que os conecta por um chip a alguém da sua confiança...Na ciência há jovens empreendedores...em todas as áreas há jovens om objectivos.Mas, infelizmente, não são a regra, são antes a excepçãp!

Cacá - José Cláudio disse...

Do meu ponto de vista são conformistas.

Os jovens pela sua própria natureza etária são idealistas. O problema é que esse idealismo hoje está muito relacionado ao consumo. Não há mais perspectivas transformadoras da sociedade. O máximo que a maioria quer mudar reclamam nos procons ou na justiça (os mais rebeldes). A dialética social parece que teve um corte abrupto de uma geração para outra.
Abraços. Paz e bem.

Sexo c/ Amor? disse...

Estou achando os jovens anestesiados e perdidos.
Muito individualismo, pouco raciocínio, nada de postura, base emocional muito fraca e pouca empatia com o resto do mundo!
Assustador... Nossa culpa porque demos "as tintas" e a orientação.

beijo

daga disse...

Eu não diria que os jovens de hoje são conformistas, as manifestações de jovens em Espanha (sentados, acampados nas ruas), a nossa manisfestação de "geração à rasca", mostra que ainda são capazes de se revoltarem contra o "establishment". O que aconteceu em Inglaterra ainda não sei se foi só "baderna"... Com efeito, para que haja ideais, é preciso "pão" primeiro... ninguém que está com fome se vai preocupar com ideais ;(
então revoltam-se contra aqueles que os privam desse "pão", mas isso será conformismo?

expressodalinha disse...

Graça: uma excelente abordagem. Tendo a concordar contigo. Quanto a ideais, acho que muito mais conformistas somos nós, os "velhos". Nada fazemos para mudar um mundo em ruínas.

Eduardo P.L disse...

Daga e Jorge,

para manter minha coerência com que já comentei, sou obrigado a discordar! Os jovens que estão nas ruas não clamam por pão. São em suas maiorias de clace média. Há falta de emprego e oportunidades para os jovens, mas as badernas Inglesas sem nenhum conteudo ideológico ou de ideias só pode ser taxadas como badernas, o que não significa inconformismo, mas ENERGIA própria da idade. Mas gastar essa energia queimando carros da polícia e depredando e saquiando lojas não passa de molecagem inconsequente. Ao invés de brigarem nos estadios de futebol, como faziam até pouco tempo, barbarizaram nas ruas, sem um inimigo ou adversário visível ou identificavel. Falta um ideal. E se conformam com um pão que se lhes dê! E isso é muito pouco perto do idealismo das gerações passadas que queriam construir ou reformar o mundo.

daga disse...

Jorge, quem é que te disse que eu não faço nada para mudar "um mundo em ruínas"? Não te esqueças que tenho o privilégio de lidar com muitos jovens todos os dias :) e eu não fico calada... vou sempre tentando mostrar os vários lados das questões e que nem só de "pão" vive o Homem!
Porém, quando este falta mesmo, acho difícil lutar por ideais...
Eduardo, é óbvio que discordo completamente da violência só pela violência, o que não sei é se na realidade não existe também a intenção de protestar contra um regime que os mantém à margem (já ouvi falar em problemas étnicos tb)e isso não poderá ser considerado um ideal - mudar de regime para procurar o tal "pão"?

expressodalinha disse...

Concordo que na grande maioria dos casos é a violência pela violência. Mas, se atentarmos em Portugal, onde, felizmente, tem havido manifestações sem qualquer violência, verificamos que são questões de emprego e sociais que mais movem os jovens. Falta de facto um "motor" ideológico. Falta uma alternativa politico-social. Mas será isso possível no estado de crise profunda em que estamos? Se virmos bem, também não há filósofos, ideólogos. ou políticos, com propostas ideológicas convincentes e pertinentes. Muitas vezes é na recusa deste modelo que se estriba a crítica. Mesmo que não se saiba apresentar outro. Tempos difíceis!

Sexo c/ Amor? disse...

O mundo moderno apresenta uma overdose de informações, mas parece que não sabem como utilizá-las.
O vácuo de tudo.
Com certeza, existem exceções! Mas, estamos falando da maioria...

Eduardo P.L disse...

Concordo com o Jorge quando diz que falta motivação ideológica e um total desapontamento com os políticos, o que leva os jovens a ficarem em casa, nas redes sociais e não se manifestando nas ruas como há 20 anos atrás!